Referências para ELA. Teses + Dissertações

1. Projeto urbano: ação e conhecimento situados em Porto Alegre, século XXI - 2017  l  Autor: Luciana Marson Fonseca

Orientador: João Farias Rovati  l Universidade: UFRGS

Nível Acadêmico: Doutorado

Resumo:

O que é “projeto urbano”? Nos últimos anos, no Brasil, esta expressão tem sido muito utilizada e debatida. Ela comporta diferentes acepções: é polifônica, polivalente, como admitem muitos pesquisadores. Mas esta ambiguidade conceitual, sem dúvida às vezes fonte de equívocos que não se limitam ao debate acadêmico, nesta tese é tomada como característica positiva: afinal, o debate sobre as significações do projeto urbano não indica que, justamente ali, busca-se a invenção de novas práticas? O principal objetivo desta tese é desenvolver uma definição situada de projeto urbano. Trata-se, antes de tudo, de um exercício de conhecimento ou saber localizado, amarrado a um lugar específico, Porto Alegre, a um tempo específico, o início do século XXI, e ao olhar particular de uma arquiteta cujos estudos de graduação ocorreram nos anos 1990. Desde este tempo e lugar, a tese aborda caminhos já percorridos e descortina um futuro possível para viver e estudar: uma esperança, um futuro a situar; porque “o futuro já não é o que era".

2. Às vezes fazer algo poético pode se tornar político e às vezes fazer algo político pode se tornar poético : a ocupação do tempo e do espaço na poética urbana de Francis Alÿs - 2017  l  Autor: Germana Konrath

Orientador: Paulo Edison Belo Reyes l  Universidade: UFRGS

Nível Acadêmico: Mestrado  l Tipo: Dissertação

Resumo:

A presente pesquisa trata da atualização de impulsos utópicos através da trajetória poética do artista belga-mexicano Francis Alÿs e de seu entrelaçamento com a noção de direito à cidade desenvolvida por Henri Lefebvre. Mais especificamente, questiona o potencial de reflexão e de transformação que essa produção artística apresenta em relação à nossa forma de pensar e de ocupar o espaço público, tanto de um ponto de vista temporal quanto espacial. O estudo tem como objeto empírico ações poéticas de Alÿs realizadas em grandes cidades ocidentais, majoritariamente latino-americanas, entre o final do século XX e início do XXI. Tais ações são aqui debatidas frente à produção teórica de autores cujas publicações datam desse mesmo período: Gilles Deleuze e Félix Guattari, Jacques Rancière, Michel de Certeau e Néstor García Canclini. Os conceitos que fundamentam toda a pesquisa, no entanto, tais como espaço público, direito à cidade e impulso utópico, remontam a dois pensadores do início do século XX: Henri Lefebvre e Ernst Bloch. O diálogo entre teoria e prática configura a espinha dorsal desta dissertação, que busca em obras artísticas a atualização dos conceitos trazidos pelos autores citados e a reverberação dessas práticas na teoria.

3. Arquitetura x escassez - 2019  l  Autor: Cássio Orlandi Sauer

Orientador: Fernando Delfino de Freitas Fuão  l  Universidade: UFRGS

Nível Acadêmico: Mestrado  l  Tipo: Dissertação

Resumo:

O trabalho a seguir, com o título arquitetura x escassez, se dedica, a partir de uma produção contemporânea (2001-2016) em território latino-americano que se destaca, principalmente, pela qualidade arquitetônica e por estar ligada intrinsecamente com as limitações características dos países periféricos, ao estudo inicial desse fenômeno recente, propondo um panorama prático-teórico, buscando compilar suas principais obras e delimitar suas características, discursos e estratégias.

4. Formas naturais e estruturação de superfícies mínimas em arquitetura - 2009  l  Autor: Rodrigo Allgayer

Orientador: Benamy Turkienicz   l  Universidade: UFRGS

Nível Acadêmico: Mestrado  l  Tipo: Dissertação

Resumo:

O paradigma forma segue a função, originado na biologia, indica uma invariável dependência entre a origem anatômica de partes de plantas e animais com as funções desempenhadas por estas partes. Embora este paradigma, na biologia, tenha sido superado após Lamarck, a arquitetura e o design ainda se utilizam de analogias biológicas para justificar escolhas estéticas. Neste sentido, as formas mais belas seriam parametrizadas pela eficácia máxima de suas partes na distribuição de esforços. Esta analogia levou à adoção, na arquitetura de edifícios, de padrões geométricos demasiadamente homogêneos, sem vínculo com a complexidade ou linguagem das formas naturais, porém fortemente associados à lógica estrutural. Esta dissertação sugere um caminho alternativo em que a lógica estrutural de duas categorias de esforços (tração e compressão) não comprometa a linguagem presente ou a inspiração gerada pelas formas naturais. Para tal, fundamenta um processo de projeto de superfícies mínimas com base na identificação e parametrização de formas emergentes da natureza. O método proposto utiliza modelos de representação associando a evolução do projeto à aferição, sob o ponto de vista estrutural, da gramática da forma emergente. Os resultados obtidos confirmam as possibilidades de obtenção de eficácia estrutural originada em padrões naturais, sem que haja comprometimento da linguagem de inspiração. 

5. Contramapas de acolhimento - 2016  l  Autor: Celma Paese

Orientador: Fernando Delfino de Freitas Fuão  l  Universidade: UFRGS

Nível Acadêmico: Doutorado  l  Tipo: Tese

Resumo:

Os Contramapas de acolhimento têm como objetivo reconhecer e registrar em comunicação cartográfica as formas de acolhimento encontradas em diferentes espaços da cidade com as suas respectivas conexões e permeabilidades. A metodologia utilizada a criação dos Contramapas é um processo cartográfico subjetivo amparado no pensamento do filósofo Jacques Derrida sobre a prática da hospitalidade para perceber e representar a verdadeira potência de acolhimento dos espaços das cidades e suas arquiteturas. Sem a intenção de estabelecer comprometimento com a exatidão dos mapas e processos cartográficos convencionais, as formas de acolhimento representadas nos Contramapas possibilitaram representar as maneiras de convívio entre diferentes grupos na cidade, apontando a real dimensão das urgentes necessidades de revisão das políticas de hospitalidade entre diferentes. As análises dos Contramapas atrelada à revisão das políticas de hospitalidade iluminam potencialidades até então não percebidas ou não descritas nas arquiteturas e espaços da cidade, que atuam como agentes de hospitalidade, amizade e acolhimento do por vir.

6. O urbanismo dos arquitetos : genealogia de uma experiência de ensino - 2016  l  Autor: Bruno César Euphrasio de Mello

Orientador: João Farias Rovati  l  Universidade: UFRGS

Nível Acadêmico: Doutorado  l  Tipo: Tese

Resumo:

Este é um trabalho historiográfico. Realiza uma genealogia do ensino de urbanismo na Faculdade de Arquitetura da UFRGS (FA-UFRGS). Busca, com isso, compreendê-lo e identificar seus sentidos subjacentes. Para tanto, recupera a trajetória do ensino da arquitetura e do urbanismo nas instituições que a deram origem – a Escola de Engenharia e o Instituto de Belas Artes – e percorre suas três primeiras décadas de existência. O recorte temporal se encerra nos anos 1970, momento em que ocorrem fatos que se revelariam capitais para o programa de ensino até hoje oferecido pela instituição: a extinção do curso de urbanismo, existente desde os anos 1940, a criação do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR) e a “migração” dos conteúdos do curso desaparecido ao PROPUR e à graduação em arquitetura. A tese sustenta que, na FA-UFRGS – desde o início, e até hoje – o ensino do urbanismo é tributário de saberes e práticas análogos aos do ensino da arquitetura, voltados essencialmente para o projeto de edificações. Sendo assim, a instrução em urbanismo buscou desenvolver a aptidão para elaborar projetos, entendidos como momento de síntese dos conhecimentos-diretores da produção de artefatos, em ponto grande ou pequeno (Alberti). Este seria o eixo central, o tronco ou a espinha dorsal do ensino de urbanismo naquela instituição, abordado finalmente como uma extensão (marginal) da arquitetura. O trabalho dialoga teórico e metodologicamente com a pesquisa historiográfica. De um lado, com a história dos conceitos, que articula seus sentidos a um tempo. Mas também com aquela que trata da constituição do urbanismo como domínio de saberes e práticas. Todavia, o faz a partir de corpo documental pouco usual, relativo ao ensino.

7. Contribuição para a identificação dos principais fatores e mecanismos de degradação em edificações do patrimônio cultural de Porto Alegre - 2003  l  Autor: Ines Martina Lesch

Orientador: Greven, Helio Adao Schmitt, Carin Maria   l  Universidade: UFRGS

Nível Acadêmico: Mestrado  l  Tipo: Dissertação

Resumo:

A presença de um universo de fatores adversos tem levado as edificações do patrimônio cultural a graus avançados de degradação e, muitas vezes, à perda total. O estudo de danos em edificações considera que, sendo conhecidas as causas da degradação, mais eficientes podem vir a ser os diagnósticos e mais adequadas as soluções de saneamento. Este trabalho apresenta, através de urna visão generalista e sistemática, urna contribuição para a identificação dos principais fatores de degradação e dos danos causados pelos mesmos. Agentes climáticos, agentes biológicos e a ação do homem são apontados pela pesquisa bibliográfica corno os principais agentes de degradação. A descrição sistemática proposta foi realizada através de urna revisão das características verificadas com maior freqüência e que devem ser percebidas pelo técnico ao avaliar as condições do prédio. Entendendo a atuação destes fatores, o técnico entra na edificação com um olhar muito mais apurado e crítico sobre as possíveis causas que estão levando a obra à ruína, além de avaliar os danos que devem ser tratados com prioridade. Com a finalidade de verificar as formas de atuação destes, foi realizado um estudo de caso múltiplo, a partir do levantamento de dados sobre urna amostra de edificações da cidade de Porto Alegre. Observou-se que, embora as condições climáticas sejam favoráveis à presença de alguns agentes, corno a umidade, por exemplo, aspectos referentes à ação do homem, corno a falta de conservação preventiva e as intervenções indevidas aparecem corno causas relevantes de danos As circunstâncias, freqüentemente, não permitem que sejam realizados os devidos trabalhos de conservação. Mesmo alguns, feitos sem a devida orientação, acabam por gerar danos ainda maiores. Verificou-se também que a avaliação do estado de degradação das edificações do patrimônio cultural requer um trabalho multidisciplinar, em função da gama de conhecimentos necessários para o entendimento da ação de todos os agentes e mecanismos.

8. A busca de um ideário urbanístico no início do século XX : der Städtebau e a Escola de Engenharia de Porto Alegre - 2003  l  Autor: Ines Martina Lesch

Orientador: Célia Ferraz de Souza   l  Universidade: UFRGS

Nível Acadêmico: Doutorado  l  Tipo: Tese

Resumo:

O objetivo principal desta tese é compreender e discutir o papel da Escola de Engenharia de Porto Alegre, entre os anos de 1896 e 1930, como um canal para a introdução das ideias sobre a construção de cidades, segundo o urbanismo difundido na Alemanha, a partir de meados do século XIX. Para tanto, o trabalho traz à discussão as principais ideias sobre a cidade e sobre o urbanismo desenvolvidas na Alemanha, para compreender o que levou esta nação a se tornar protagonista em um cenário constituído por problemas causados pelo processo de industrialização. O conceito der Städtebau foi intensamente utilizado neste contexto, em referência à nova disciplina relativa à construção de cidades. Em se tratando da cidade de Porto Alegre, o trabalho apresenta o seu contexto, em fins do século XIX e início do século XX, procurando correlacionar a forte presença teuta com o desenvolvimento sócio-econômico da capital, assim como com as trocas culturais. A partir disso, o estudo adota a Escola de Engenharia de Porto Alegre e seus engenheiros, no período da República Velha, como meio de conduzir a narrativa histórica, analisando as correlações da Escola, tanto com a presença teuta, quanto com as questões urbanas. A fim de verificar a presença de ideias sobre o urbanismo germânico através da Escola, a pesquisa investiga quais as ideias que circularam, assim como os meios ou veículos pelos quais estas ideias chegaram até ela. Por fim, a pesquisa identifica personagens que, por um lado, criaram vínculos com a Escola de Engenharia, e, por outro, tiveram contato com o ideário germânico, e analisa as contribuições destes personagens com a difusão deste ideário em Porto Alegre.

9. Fayet, Araújo & Moojen : arquitetura moderna brasileira no sul - 1950 / 1970 - 2012  l  

Autor: Sergio Moacir Marques 

Orientador: Carlos Eduardo Dias Comas   l  Universidade: UFRGS

Nível Acadêmico: Doutorado  l  Tipo: Tese

Resumo:

A investigação aborda a manifestação da Arquitetura Moderna Brasileira no sul do país, através do exame aprofundado de projetos, obras exemplares e pensamento representativos de Carlos M. Fayet, Cláudio L. G. Araújo e Moacyr Moojen Marques, três arquitetos expressivos da geração descendente da vanguarda moderna na região. Do final dos anos 1940 até o final da década de 1960, período que abrange a estruturação da profissão, surgimento do ensino, formação da Faculdade de Arquitetura, criação do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Rio Grande do Sul – episódios nos quais os três arquitetos tiveram certo protagonismo – introdução, disseminação e expansão da arquitetura moderna no Estado, a trajetória e principalmente a produção arquitetônica correspondente desnuda o panorama da arquitetura moderna no sul e sua inserção no cenário amplo do Movimento Moderno. Desde visão focada na análise penetrante do projeto, objeto arquitetônico e exercício do ofício, aspectos como relações de continuidade e descontinuidade da Arquitetura Moderna Brasileira, sua particular apropriação do Movimento Moderno, propagação regional, paralelismos e contribuições nativas se confrontam com agentes próprios do fazer matizados pela conjuntura internacional, nacional e local. A investigação de manifestações de distintas colorações e circunstâncias, busca de certa forma incrementar o conhecimento disciplinar disseminado, fundamentando com mais consistência a produção recorrente da arquitetura brasileira, além da referencial produzida nos tradicionais centros de irradiação, pelas lideranças ancestrais.

10. Arquitetura reativa * : o caso de Montevideu - UY

Autor: Maria Isabel Marocco Milanez

Orientador: Rogerio de Castro Oliveira l  Universidade: UFRGS

Nível Acadêmico: Mestrado  l  Tipo: Dissertação

Resumo:

A presente Dissertação de Mestrado tem por objetivo investigar a arquitetura uruguaia, mais precisamente a chamada “arquitetura reativa” da cidade de Montevidéu. O conceito de “arquitetura reativa” será extensamente abordado no corpo deste trabalho, sendo que sua delimitação e definição se incorpora às próprias conclusões da dissertação. O recorte se dá a partir dos anos 50 até o advento da arquitetura contemporânea, através do estudo de caso de seis exemplares arquitetônicos de relevância, distribuídos por período e cujas características de estilo, imagem e inserção no contexto urbano correspondem às correntes Moderna, Pós- Moderna e Contemporânea.

11. Experimentação prática construtiva na formação do arquiteto

Autor: Fernando Minto Cesar Negrini

Orientador: Reginaldo Luiz Nunes Ronconi   l  Universidade: USP

Nível Acadêmico: Mestrado  l  Tipo: Dissertação

Resumo:

Pensar e fazer arquitetura são ações concomitantes da criação que tem como resultado um objeto construído. Este objeto, seja ele perene ou efêmero, se comunica com o ambiente e traduz os desejos e valores daqueles que o construíram. O autor da obra deve ter o domínio e a habilidade de executá-la com sucesso, seja nos domínios da significação, seja nos domínios da concreção. A história da arquitetura demonstra o contínuo desenvolvimento da técnica de se construir refletindo e significando sempre as manifestações de maior importância numa determinada cultura. O ensino da disciplina sempre promoveu a transferência dos conhecimentos importantes em cada período da história para que estas manifestações fossem possíveis. No momento atual, as escolas de arquitetura têm operado segundo o modo de produção das cidades que segue modelo econômico vigente. Neste processo, os currículos das escolas abandonam a experimentação prática em canteiros de obra e concentram suas atividades exclusivamente em disciplinas teóricas e na atividade prática de projetação. Nesta dissertação, alguns apontamentos levarão à reflexão da importância de se retomar a capacidade de entendimento da arquitetura em sua plenitude, retomando o canteiro de obras como espaço privilegiado para a apreensão destes conhecimentos. Aponta para a importância de conhecer a realidade dos canteiros de obra e dos trabalhadores que operam em ambientes inapropriados, alienantes e que são alvos fáceis para a exploração. Enfim, o trabalho busca trazer contribuições para a compreensão do ensino de arquitetura que dá ênfase à experimentação prática na formação do arquiteto.

12. Os métodos de concepção do espaço comum: a participação em Christopher Alexander, Lina Bardi e Hassan Fathy - 2014

Autor:  Iazana Guizzo

Orientador: Margareth da Silva Pereira   l  Universidade: UFRJ

Nível Acadêmico: Mestrado  l  Tipo: Dissertação

Resumo:

A pesquisa aqui proposta versa sobre a questão da participação dos habitantes nos processos de concepção arquitetônicos e urbanísticos. Como seria possível projetar com os habitantes? Ou como seria possível elaborar um projeto comum? Esta atenção ao desenhar, que reclina sobre uma possível fissura entre as teorias de projeto e as práticas dos habitantes, vem se consolidando no campo da arquitetura e do urbanismo desde a metade do século passado. Diante da multiplicidade e contradição que acompanha essa questão, mantivemos o foco da pesquisa, mais, nas experiências de projeto que tenham praticado uma atitude de lateralidade para com os habitantes e, menos, nos métodos que se autointitulam participativos. No que diz respeito ao desenvolvimento da Tese, nos valemos de quatro experiências de projeto ocorridas na metade do século XX e da análise de dois modos distintos de enfrentar essa questão: um explícito, a metodologia dos padrões, e outro implícito, a metodologia do contágio. O primeiro, trata da análise do experimento de Oregon desenvolvido por Christopher Alexander, nos Estados Unidos. Nesse caso, o projetar com a comunidade se deu de modo pessoal, operacional e material mantendo-se, ainda, com o uso de modelos e aproximando essa experiência de projeto à lógica contratualista (Thomas Hobbes). Apesar disso, esse caso nos permitiu trabalhar e problematizar algumas posturas e questões recorrentes como: a neutralidade do arquiteto visando o combate ao autoritarismo; a divisão do poder de decisão como alternativa máxima a democratização (Carlos Nelson F. dos Santos); e as noções mais recorrentes de todo e de movimento (Gilles Deleuze e Henri Bergson). O segundo método se encarna na experiência de projeto do Solar do Unhão realizada pela arquiteta Lina Bo Bardi, em Salvador, na Bahia, e na experiência do arquiteto Hassan Fathy com o projeto da cidade de Nova Gurna, no Egito. Nesses dois casos essa atitude lateral, ou transversal, ao projetar se deu de modo intuitivo e por contágio, sem que fosse preciso negar a parcialidade e o desenho do arquiteto. Ao combater o autoritarismo por meio de uma perspectiva impessoal e imaterial o próprio traço do arquiteto passa a estar povoado de afetos ativos e necessariamente públicos (Baruch Spinoza). Assim, a composição por contágio se dá de modo mais amplo do que aquela apenas da matéria construída, possibilitando ao arquiteto dispor seu ofício aos habitantes e, também, à própria arquitetura visto que, diante de novas forças, ela pode ultrapassar os modelos.

 

GLOSSÁRIO:

Artificie reflexivo: Quem faz e pensa, ou pensa e faz;

Arquiteto: interpreta e traduz a realidade e o futuro por meio do projeto;

Arquitetura: Qualquer construção tangível ou não, e suas representações; Agregadora multidisciplinar;

Arquitanismo: Arquitetura + urbanismo = arquitanismo; configuram um corpo único de aprendizagem;

Arquiurbano: escala meso que impõe transformações em escala macro.

Bases: Espaços de proto-cooperação continua entre ELA. e outro organismo

Cidade: Sistema aberto, complexo e de baixo controle;

Futuro: “Não é mais o que era.” (Aldo Rossi);

Inesperado: Condição inerente aos projetos;

Microestrutura: estruturas adaptáveis, transportáveis e desmontáveis. Representam uma das possibilidades de democratizar a arquitetura e de "configurar territórios";

Peregrino: humano em busca de significados;

Projeto: Processo;

Protocooperação: l da biologia l Relação ecológica harmônica em que ocorrem benefícios para todos os seres envolvidos, que podem viver de modo independente; l da ELA. l Principio de cooperação da ELA. com outros organismos;

Satélites: espaços de proto-cooperação eventuais entre ELA. e outros organismos;

Tarefeiro: O anti-reflexivo;

Utopia: Ou antecipação?

XXI: O século da nova era

CONTEÚDO DESENVOLVIDO

POR ELA.

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